Preparo-me...
Preparo-me para enfrentar o meu primeiro Natal sozinha.
Só eu e Deus. Deus a quem tudo agradeço e que muitas vezes esqueço ou contorno.
Afinal a que é que eu sacrifiquei a minha vida? Não foi à minha formação nem ao trabalho. Não foi à minha filha que essa não faz com que o meu caminho seja doloroso. A ela devo a minha razão de viver...
A que é que sacrifiquei a minha vida ao ponto de me esquecer de cuidar de mim?
Sacrifiquei a minha vida a algo que deveria ser mais elevado, mais importante, mais poderoso que tudo. A algo que deveria ter o poder de sarar, de estar acima do belo e do feio, do bem e do mal.
A algo que acreditei haver para todos e que, se o cultivássemos, estaria sempre ali. Acima da maldade, do dinheiro, da inveja, da solidão... Foi a isso que sacrifiquei a minha vida.
A algo que não tenho porque nunca quis pela metade...
O AMOR.

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