sábado, 26 de maio de 2012



Vivo com um pé no sonho e outro na realidade. 


Se a vida fosse fácil, ficar-me-ia pelo sonho. 


Se a vida fosse generosa, contentar-me-ia com o real. 


PB

quinta-feira, 24 de maio de 2012

TU




Estou tão triste… tão…
Não quero nada de ti a não ser…tu.
Não quero casas, nem terras
Nem castelos de ar ou de chão.
Não quero contas, nem roupas
Nem pão, nem doces, nem água.
Não quero céu, nem mar,
Nem  vento, nem asas, nem…
NADA… a não ser... TU...
Palavras e gestos:TU
PB

domingo, 13 de maio de 2012


Hoje em dia todos nos queixamos da falta de “disponibilidade financeira”. Quando olhamos para o fundo da carteira, os olhos entristecem e o estrato bancário parece sempre menos tranquilizante para o futuro. O futuro que nem sequer sabemos se vamos ter. Deixámos de viver o presente para nos projetarmos num futuro que não podemos controlar nem viver antecipadamente. 
Os nossos amigos, familiares, colegas de hoje chegam a ficar enevoados com os de ontem e uns hipotéticos de amanhã. Só se dão passos seguros, amparados da “grande experiência do passado” e na “bola de cristal” que nos mostra o futuro. Tudo: não se faz, porque já se fez; não se é, porque já se foi; não se sente, porque já se sentiu. Pior… Pior de tudo: não se faz, porque se espera fazer; não se é, porque talvez se venha a ser; não se sente, porque se espera vir a sentir. E o tempo vai passando… Disso ninguém se lembra, ninguém se apercebe… 
Os nossos amigos estão mesmo ali, do outro lado do computador, do telemóvel… Os nossos filhos estão mesmo ali, sentados no sofá… Os nossos companheiros estão mesmo ali, na sala ao lado, na cadeira ao lado… Mas não queremos sair para fora das jaulas que nos construímos. Um gesto pode ser mal interpretado. O carinho e o amor podem ser chatos e pior… ridículos. Transformámos as nossas vidas num baile de máscaras, os nossos sentimentos numa enxurrada de hipocrisias. Todos merecem sentir a mão, o beijo, a palavra dos que cruzam a mesma estrada, o mesmo tempo, o mesmo presente. Se não podemos pagar um jantar, um ramo de flores, talvez seja o momento de oferecer algo que não custe dinheiro e que seja menos efémero. Talvez tenha chegado o momento de fazer, de ser, de sentir. De errar e de corrigir, de avançar para alcançar, de cair para reerguer, de correr o risco de amar.
P.B.


sábado, 5 de maio de 2012

Dia da Mãe


Amanhã é dia da mãe e…
Não sei onde pousar o beijo que tenho nos meus lábios. Não sei onde entregar as flores que trago no coração. Não sei onde descarregar este amor que só a ti pertence. Não sei em que lágrimas lavar a saudade que sinto de ti.
Partiste, Mãe. Deixaste o vazio que não pode ser preenchido. Deixaste a falta do som da tua voz, do teu cheiro, do teu calor, do teu conselho, de ti...
Lembro-me da primeira prenda que te dei neste dia… Apenas um copo alto e azul, debruado a dourado. Instalaste-o na tua cristaleira junto das peças que mais estimavas. Para mim ele simbolizou sempre o meu amor por ti.
Já há alguns anos que este dia era uma sombra ameaçadora… Desde que o Alzheimer te roubou pouco a pouco de mim, que sabia que iria perder-te ou que já te tinha perdido…
Mas este ano, Mãe… Este ano é diferente e mais negro … Este ano só ficaram as memórias…
P.B.