sábado, 1 de janeiro de 2011

Estou sentada na minha sala a assistir ao Concerto de Ano Novo. A cada acorde, a cada nota, em cada passo de bailado, em cada flor, eu vejo-te, eu sinto-te. Benção ou maldição? Não encontro a resposta que me satisfaça e me acalme a alma. Ali estás tu, em tudo. Deus ainda não achou por bem apagar-te ou trazer-te até mim. Uma das duas coisas terá que acontecer. Um sentimento tão forte, sem alicerces, é um "colosso com pés de barro". Já racionalizei, já idealizei, já me aproximei, já me ausentei. Já fiz o que está ao meu alcance para te resolver. Resta-me esperar no meu Bom Deus a cura para esta chaga que o romantismo abriu no meu peito. Espero um sinal. Um sinal que me indique a direcção a seguir. Até lá continuarei a ouvir, a ver, a sentir tudo o que de mais belo há neste mundo à minha volta. A sentir esta vida que pulsa em meu redor e a lembrar-me de ti.
Magritte, The Lovers

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