Sentado
no canto da sala, meu “amor” não pares...
Não
conheço ninguém que ande tanto sem sair do sítio.
Como
uma espécie de caixote vazio sobre as águas de um rio lento,
Vais-te
afastando de mim para longe, muito longe...
Como
cachorrinho indefeso umas vezes,
Outras
como D. Juan mal acabado e sem tino... lá vais...
Lambendo
as próprias feridas, namoriscando aqui e ali
À espera do mimo e devoção dos incautos,
Vais-te
afastando do cruzamento em que nos cruzámos.
Julgas-te
mais do que és ou até eu te julguei demais por ti.
Na
verdade não cabes no meu perfil sonhador mas sério.
Parada,
vejo-te desfazer o meu sonho insensato.
Não
se deve juntar sonho com esperança!
Adeus
“amor” porque “amor” certamente,
Secreta to chamei aqui pela primeira e última vez.
PB
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