segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sem rumo...


Depois da tempestade vem a bonança – dizem…
Mas quando o vento amainou,
Quando a chuva parou,
Quando os relâmpagos deixaram o céu,
As portas fecharam-se.
O estandarte caiu do seu posto
E a rua ficou deserta.
Os barcos abandonaram o porto
Desta feita para lugar incerto.
E agora?
O vazio instalou-se: negro, oco e triste.
Não há rumo para o meu barco.
Não há onde procurar uma réstia
Da luz dos teus olhos,
Que nem cheguei a ver.
Do som da tua voz,
Que nem cheguei a ouvir.
Do brilho das tuas cores,
Que não tingiram o meu céu de azul bonança.
Depois da tempestade, veio o vazio – digo.
P.B.

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